Tuesday, December 1, 2015

As Minhas Lágrimas

 
Oecusse, Timor-Leste
   
Vem, amigo vem, dá-me a tua mão
Vamos lembrar os dias antigos
Quando cantavas a cada por do sol
Na nudez do dia e dos meus braços
Dançando a musica da inocência
Na noite calada, a cada passo, a cada abraço
Vem lembrar quando corríamos
Montes e vales da tua terra Mãe
Quando seguia as tuas expectativas
Ao som dos "babadock" sendo a chuva
O manto das memórias heróicas
Vem, amigo vem, dá-me a mão
Aceita a recordação traduzida em sabedoria
Deixa as memórias do tempo ser caminho
Sem fantasmas ou temores
Porque neles vais encontrar a herança
Dos teus avos, teus pais e, irmãos
Vem, amigo vem, dá-me a mão
Deixa-me seguir-te nos caminhos do inesperado
Sentir teu sangue guerreiro
Lembrar pela última vez a ternura do teu olhar
Quando deixar a terra que aprendi a amar
Timor Lorasae

(Idalina da Silva)
 

Thursday, May 10, 2012

Do calor das tuas mãos

Mãe,  do calor das tuas mãos brota uma flor
Oferecendo amor e dedicação
Preenchendo corações de gratidão
Das tuas mãos brota  calor humano
Esse calor que afaga rostos
Apaga tristezas da vida
 Com teu amor
 Iluminas caminhos pela multidão
Obrigada mãe,
Te ofereço uma flor que nasceu no meu coração!

(Maio 2012)
Idalina da Silva

Friday, May 4, 2012



Papoila Sonhadora

Papoila vermelha
Sonhadora
Acariciada pelo vento
Deixa o trigo beijar
As faces rosadas da inocência
Junto ao ramo de oliveira
Com muito jeitinho
Se compõe ao lado do trigo
Seu amigo companheiro
O mar de espigas é acordado
Por sorrisos e alegria
O trigo louro vai ser pão
De quem o semeou
E com ele a papoila levou

(Abril, 1998)
Idalina da Silva

Sunday, December 11, 2011

FILHA DO MESMO PAÍS


Lagoa das Sete Cidades, Acores, Portugal

FILHA DO MESMO PAÍS

Não sou das Ilhas de Bruma
Não nasci nas ilhas verdes
No Pico ou no Faial
Nasci da mesma gente que se chama Portugal
Sou da cidade à beira mar
Junto a lezírias de encantar
Não sou das Ilhas de Bruma
Das noivas do Atlântico
Não sou filha dos Açores
Sou a irmã da saudade
De quem manda dizer verdade
Sou filha do mar
Neta dos ventos
Tenho saudades do trigo
Da papoila, da oliveira
Das gaivotas voando a terra
Das hortênsias moldurando os caminhos
Das montanhas cobertas de verde esperança
Sou a criança que nasceu em terras de Viriato
E cresceu em terras de Camões sem ver divisões
Sou aquela que grita e diz...
Não sou das Ilhas de Bruma
Mas sou filha do mesmo país

Friday, August 26, 2011

O Meu Jardim


O meu jardim

Sentada mo meu jardim
Vi a  abelha voando de flor em flor
Pesquizando e analizando qual delas pr'a seu amor
A que escolheu nao era a mais bela
Mas foi a planta mais forte
Que havia num jardim de lindas flores.

Poema a Timor Lorasae

 
Oecusse, Timor-Leste
   
Vem, amigo vem, dá-me a tua mão
Vamos lembrar os dias antigos
Quando cantavas a cada por do sol
Na nudez do dia e dos meus braços
Dançando a musica da inocência
Na noite calada, a cada passo, a cada abraço
Vem lembrar quando corríamos
Montes e vales da tua terra Mãe
Quando seguia as tuas expectativas
Ao som dos "babadock" sendo a chuva
O manto das memórias heróicas
Vem, amigo vem, dá-me a mão
Aceita a recordação traduzida em sabedoria
Deixa as memórias do tempo ser caminho
Sem fantasmas ou temores
Porque neles vais encontrar a herança
Dos teus avos, teus pais e, irmãos
Vem, amigo vem, dá-me a mão
Deixa-me seguir-te nos caminhos do inesperado
Sentir teu sangue guerreiro
Lembrar pela última vez a ternura do teu olhar
Quando deixar a terra que aprendi a amar
Timor Lorasae

(Idalina da Silva)